Sobre o Nappsi
O NAPPSI originou-se em 2016, a partir da parceria entre psicólogas e psicanalistas interessadas em ampliar o acesso ao tratamento psicanalítico e fomentar a pesquisa teórica em saúde mental na cidade de Belo Horizonte. Em 2020, diante do cenário pandêmico de COVID-19 e da consolidação do atendimento remoto psicoterápico, ampliamos nossas possibilidades de acolhimento, incorporando o atendimento on-line.
Ao longo desses 10 anos de atuação, mantemos uma investigação teórica constante no campo da psicanálise e a promovemos por meio de discussões clínicas, cursos livres, grupos de estudo, supervisões, orientações de trabalhos, palestras e debates. Para além do campo da psicologia, buscamos interlocução com outras áreas da saúde, educação, assistência social e políticas públicas.
Projeto Psicanálise ao Alcance da Cidade
Atendimento clínico acessível para jovens, adultos e idosos
Projeto EntreVeredas
Atendimento on-line para brasileiros que se encontram fora do país
Grupos de Supervisão Clínica
A supervisão em grupo articula a experiência clínica a uma teoria viva e agregadora de conhecimento
Agenda
Minicursos | Grupos de Estudos | Ateliês de Transmissão e Seminários
Palestras para empresas
Contribuições psicanalíticas à saúde mental no trabalho
Núcleo de atendimentos clínicos
A experiência analítica se funda na palavra e no tempo da escuta. Em sessão,
não há um roteiro a cumprir: o sujeito é convidado a falar o que lhe ocorre —
sintomas, angústias, impasses, sonhos, lembranças, acontecimentos
cotidianos — em um espaço de confidencialidade.
O trabalho psicanalítico não visa oferecer respostas prontas, mas produzir
deslocamentos na forma de o sujeito se relacionar consigo, com o outro e com seus
modos de sofrimento.
Psicanálise ao Alcance da Cidade
Com o objetivo de democratizar o acesso ao tratamento psicanalitico, o projeto que
visa oferecer atendimento clinico especializado e acessível para todos.
Tem como característica a sustentação da técnica analítica, seus critérios e rigores
clínicos conforme proposto por seu fundador, Sigmund Freud.
Os atendimentos acontecem com hora marcada, em consultórios devidamente
equipados, com todas as condições necessárias para que se mantenha o sigilo das
sessões e propõe frequência semanal de encontros.
Os valores são acordados caso a caso, a partir da escuta do momento econômico
de cada pessoa e em consonância com o analista, buscando um arranjo possível e
justo para ambos.
Projeto EntreVeredas
O EntreVeredas é voltado ao acolhimento on-line de brasileiros que se encontram
fora do território nacional e que buscam um espaço de escuta em língua
portuguesa, sensível às marcas subjetivas dos deslocamentos, às rupturas de
laços, às experiências de adaptação e às formas singulares de sofrimento que
podem emergir no exílio, na migração e na vida entre línguas e culturas.
Núcleo de pesquisa e transmissão
A transmissão em psicanálise não se reduz à exposição de conceitos. Ela exige a sustentação de uma ética, a leitura do texto e da clínica, e o reconhecimento de que a teoria se renova quando confrontada com os impasses do nosso tempo. O Núcleo de Pesquisa e Transmissão promove atividades regulares e sazonais voltadas a estudantes, profissionais e interessados, articulando teoria e clínica, e estabelecendo diálogo com outros campos de saber.
Supervisão Clínica
Segundo Freud, a supervisão, somada à análise pessoal e ao estudo, é pilar da formação do analista. As supervisões podem ocorrer individualmente ou em grupo, com discussão de casos, manejo clínico e leitura teórica. formulario
Minicursos de Atualização e Aprofundamento
Cursos de curta duração voltados ao estudo de conceitos e problemas da teoria psicanalítica, em interlocução com arte, antropologia, direito, educação, filosofia, linguística, medicina e religião.
Palestras in company — Contribuições psicanalíticas à saúde mental no trabalho
Ações voltadas a instituições e empresas, sustentando uma leitura do sofrimento no trabalho para além do moralismo produtivista e das soluções rápidas, considerando cultura organizacional, laço social, limites e formas contemporâneas de mal-estar. botão link para email: danielle@nappsi.com.br
Encontros de Quartas-feiras — Estudos de casos clínicos publicados
Leitura e discussão de casos clínicos publicados, orientados pela ética e pela lógica do caso, com ênfase na construção clínica e na posição do analista.
Psicanálise para Estudantes de Psicologia — “Você, futuro Psi.”
Projeto de introdução e orientação para estudantes, articulando conceitos básicos, leitura de textos e questões de formação.
Seminários Clínicos aos Sábados
Espaço de discussão clínica e teórica, com leitura de textos e elaboração de questões que emergem da prática.
Estudos Preliminares em Psicanálise — 24 lições introdutórias
Percurso estruturado de introdução à psicanálise, com recortes conceituais e discussão orientada.
Ateliê de transmissão HQ
Dispositivo de transmissão que articula psicanálise e linguagem gráfica/visual, abrindo outras formas de elaboração e circulação de conceitos.
Núcleo de psicanálise aplicada a políticas sociais
Este núcleo se dedica a projetos e intervenções em que a psicanálise entra em interlocução com o território, com instituições e com as urgências sociais, sustentando uma ética da singularidade em contextos coletivos e públicos.
Angustiart
Projeto que toma a arte como via de elaboração e leitura do mal-estar, explorando a relação entre angústia, criação e cultura.
Clube do Livro
Leitura e discussão de obras literárias em interface com a psicanálise, investigando o sujeito no texto e o texto no sujeito.
Nappsi Aberto
Encontros e atividades voltadas ao público, criando um espaço de circulação de ideias, debate e transmissão.
Profissionais
Nossos profissionais são Psicólogas com pós graduação lato e stricto sensu em teoria psicanalítica.
Compartilhamos a ideia de que uma formação complementar ampla e direcionada para o estudo de temáticas distintas, como por exemplo, arte, literatura, filosofia e antropologia, contribui significativamente para a compreensão dos fenômenos que se apresentam em nossa clínica.
Todavia, ainda que nossa formação percorra as instituições acadêmicas, entendemos que a postura de cada psicanalista se constrói, principalmente, a partir da trajetória de análise pessoal e supervisão clínica.
Danielle Faustino – CRP 04/39199 – Coordenação geral
Especialista em Teoria Psicanalítica – UFMG, em Psicopedagogia – FUMEC, e em Psicopatologia – PUC SC. Temas de interesse: direitos humanos e as relações de poder, ética e subjetividade, ética da psicanálise, o conceito de sublimação em psicanálise, antropologia cultural, psicanálise e arte.
E-mail: danielle@nappsi.com.br
Sheyla Silva
CRP 04/69.077
André Lamin
CRP 04/84.433
Gisley Fernandes
CRP 04/60.878
Luiz Teixeira
CRP 04/53.780
Jacqueline Mendes
CRP 04/77.225
Júlia Dainez
CRP 04/60.414
Camila Castilho
CRP 04/78.808
Andressa Assis
CRP 04/77.197
Leonardo Munayer
CRP 04/80.979
Thaís Britto
CRP 04/39.871
Jessica Siqueira
CRP 04/53.857
Andrea Flores
CRP 04/76.326
Maynara Nunes
CRP 04/82.130
Walef Pereira
CRP 04/52.150
Carolina Pontes
CRP 04/80.869
Priscylla Cavalcanti
CRP 04/54.480
Alberto Sabato
CRP 04/82.773
Nathália Shimabukuro
CRP 07/78.223
Rafaela Ramos
CRP 04/41.725
João Gabriel Bicalho
CRP 04/70.202
A Apalavrada reúne produtos artesanais e peças-manifesto como forma de sustentar,
no cotidiano, uma escrita do desejo e uma presença pública.
Em breve
FAQ
O atendimento analítico e psicoterápico é indicado apenas para portadores de sofrimento mental?
Não. Frequentemente ouvirmos que fazer análise ou psicoterapia seja algo exclusivo para os pacientes portadores de sofrimento mental. Todavia, esta ideia representa um grande equívoco. A análise pode ser feita por qualquer indivíduo que encontre dificuldades na sua forma de se relacionar com o outro e com seus desejos. Conflitos na tomada de decisões, enfrentamento de dúvidas emocionais e existenciais, inibições, luto, depressão, fobias, sintomas psicossomáticos, dependência química dentre outros, são motivações pertinentes para iniciar um tratamento. A análise é uma ajuda profissional para lidar de maneira menos penosa com as adversidades a que todos nós estamos submetidos. O tratamento analitico possibilita que sentimentos e pensamentos incapacitantes sejam desvelados e permite que o sujeito desenvolva novas formas de se relacionar consigo mesmo e com o mundo.
O que é psicanálise?
A psicanálise é uma abordagem de investigação teórica e clínica pautada no conceito de inconsciente. Formulada por Sigmund Freud (1856 – 1939), neurologista austríaco, e desenvolvida, posteriormente, por psicanalistas como Melanie Klein (1882 – 1960), Jean Laplanche (1924 – 2012), Donald Winnicott (1896 – 1971) e Jacques Lacan (1901 – 1981), o saber psicanalítico continua ganhando novos contornos e interpretações a partir do encontro entre teoria e clínica. Em vista disso, esse saber está em constante processo de reformulação e revisão, sendo sempre convocado para responder aos impasses vivenciados pelo ser humano na sua relação com o inconsciente.
Entendemos que a psicoterapia com orientação em psicanálise permite uma espécie de travessia subjetiva que propicia reordenar posições de vida, questionando ideias e concepções que podem estar na raiz de vivências que causam sofrimentos, muitas vezes desnecessários. Assim, se torna possível inventar novas formas de se relacionar com aqueles que o cercam e, principalmente, consigo mesmo.
Como acontece o tratamento analítico?
A psicoterapia com orientação psicanalítica pressupõe uma relação de confiança entre analista e paciente, para que aquele que se submete ao tratamento sinta-se confortável para falar sobre assuntos que lhe causam sofrimento, constrangimento, culpa ou vergonha. Todo o tratamento é orientado pelo princípio ético do segredo profissional, ou seja, todas as questões abordadas no consultório são confidenciais.
Em cada sessão o analisando pode, por exemplo, trazer conteúdo livres, sem que exista qualquer pré-determinação estabelecida. No consultório, pode relatar suas queixas, angústias e incômodos. É um momento favorável para revisitar lembranças passadas e questionar situações presentes, e ainda, contar os sonhos e os pensamentos associados a eles, assim como falar de suas vivências cotidianas. Em outros termos, todos os conteúdos trazidos pelo analisando são potencialmente analisáveis e igualmente bem-vindos.
Quando a psicanálise é indicada?
A psicanálise é indicada para todas as idades. A procura pela análise pode ocorrer em qualquer momento da vida, seja devido a problemas enfrentados por crianças na escola ou fora dela, seja nas mudanças desencadeadas pelo início da adolescência, na entrada na vida adulta, nas mudanças ocasionadas pelo envelhecimento, ou nas dificuldades cotidianas em geral. É comum, ainda, que a procura pelo tratamento analítico ocorra em um momento de modificação familiar, ou em situações inesperadas e traumáticas que causam rupturas abruptas na vida das pessoas.
De modo geral, é possível afirmar que a psicanálise é indicada para todos que julguem necessário um auxílio para tratar alguma questão que lhe cause algum nível de sofrimento.
Quem pode se submeter ao tratamento analitico?
Os atendimentos destinam-se a pessoas de todas as idades e podem ser motivados por diversas situações e momentos de vida. Não há qualquer contraindicação para a psicanálise por ser ela um processo capaz de auxiliar cada paciente a lidar com os seus conflitos e sentimentos incapacitantes.
Como acontece a análise com crianças?
O Tratamento psicanalítico com crianças acontece normalmente de forma lúdica e interativa. É comum que o profissional utilize de brincadeiras, desenhos, jogos, e outros mecanismos que possam contribuir para que a criança expresse seus anseios, angústias, desejos e sofrimentos. Assim, o atendimento de crianças não ocorre do mesmo modo como são feitos os atendimentos com adultos. Para o tratamento de crianças é fundamental utilizar de mecanismos lúdicos para possibilitar a abordagem dos conteúdos subjetivos. É necessário, igualmente, conversar com os responsáveis pela criança, o que pode resultar em uma melhor compreensão e andamento dos atendimentos.
Psicanalista, psiquiatra ou psicológo?
A psicanálise surgiu dos estudos e investigações de Sigmund Freud (1856 – 1939) e propõe uma prática clínica pautada no conceito de inconsciente, na qual o tratamento é baseado na que fala o paciente. Não existe um curso de graduação específico em psicanálise. No entanto, algumas universidades e faculdades oferecem cursos de especialização, mestrado e doutorado em teoria psicanalítica, contribuindo com o aperfeiçoamento conceitual de qualquer um interessado no arcabouço teórico da psicanálise.
Além disso, existem diversas sociedades psicanalíticas e escolas independentes que oferecem variadas atividades de formação a seus membros. Comumente, grande parte dos profissionais que se orientam pela psicanálise possui graduação em psicologia ou psiquiatria, mas isso não é uma regra, podendo haver analistas com formação em outras áreas. Portanto, não há um diploma para se tornar um PSICANALISTA. Para tornar-se um, é preciso ter escolaridade superior e, além de estudar a teoria psicanalítica, deve-se ainda ter passado por um percurso de análise pessoal e, em muitos casos, receber orientação de um psicanalista mais experiente.
O PSIQUIATRA é um profissional médico especializado em transtornos mentais. Assim, ainda ele seja graduado em medicina, ele também pode utilizar a psicanálise como orientação teórica para seu trabalho. Contudo, nem todos os psiquiatras são psicanalistas. Além da utilização da psicanálise ou outras psicoterapias, o psiquiatra pode prescrever medicamentos que auxiliem no tratamento.
Já o PSICÓLOGO CLÍNICO ou PSICOTERAPEUTA é o profissional que trabalha com os conteúdos psíquicos ou comportamentais do paciente. Existem diversas abordagens da psicologia e cada psicólogo vai escolher uma delas para trabalhar. Essa escolha vai influenciar não só a teoria que o profissional vai tomar como base para sua formação, mas o próprio método de atendimento que adotará em sua clínica. Um psicólogo pode se orientar ou não a partir da teoria psicanalítica.
Cabe ressaltar, ainda, que muitos estudiosos recorrem à teoria psicanalítica como forma de compreender a realidade psíquica. Em vista disto, a psicanálise exerce uma influência considerável na formação de diversos teóricos, o que nos leva a observar um expressivo número de filósofos, antropólogos, artistas, escritores e cineastas que utilizam desta teoria como base para seus estudos.




















